O post mais bonito desse blog.

A banda é “A Banda Mais Bonita da Cidade”; a música, “Oração“. Muita gente achou o máximo, a coisa mais linda do mundo. Outros vieram cheios de críticas sobre a chatíssima repetição ao longo de seis minutos, e até fazendo paródias a respeito. Fato é que, até esse momento, 2,2 milhões de pessoas assistiram ao vídeo dessa banda de Curitiba. Rafinha Bastos, o Mr. Twitter, junto com o Jacaré Banguela, fez uma versão do clipe com uma penca de humoristas da internet e a participação da vocalista da banda. Eis um viral muitíssimo bem executado. Se tem algum marketeiro gênio ou uma gravadora grande por trás disso, nunca saberemos. Mas parece, sim, um viral espontâneo vindo de pessoas de pouca influência, que deu certo e alcançou uma exposição tremenda e também espontânea, como eu estou fazendo agora.

A banda me parece mais uma daquelas que vieram naquele movimento encabeçado por Los Hermanos, que passam sorrateiramente aquela filosofia de “vamos voltar para a casa de nossas avós, aquele tempo sim era bom”. É quase um “fugere urbem” moderno. A música normalmente é bonitinha, um vocal bêbado com sono, um palavreado mais rebuscado (aquela poética peculiar do bom rapaz que já não existe mais), que se funde com a ambientação. O clipe deixa bem claros alguns elementos usados: casas antigas, penteadeiras, vestido de bolinhas, o circo que chega na cidade, caloi barraforte, as roupas que seus pais não usam mais. Tudo muito “vintage classe média baixa que comia macarronada com coca-litro na casa da vó no domingo e brincava com as primas na horta”. Esse tipo de banda vem se proliferando desde que Los Hermanos sepultaram a Anna Júlia, principalmente entre o público universitário que não gosta dos ritmos hoje rotulados “universitários”. Enfim, o pessoal do centro de humanas.

O clipe é bonitinho – quem falar que não, é gótico. Tá, brincadeiras à parte, o clipe traz, sim, uma atmosfera bem bonitinha e agradável. Seriam totalmente plausíveis a marca da Coca-Cola e o slogan “Viva Positivamente”ao final do clipe (aliás, se a Coca estiver por trás desse viral, eu quero ser condecorado por publicitários). A música, contagiando as pessoas aos poucos, naquela ameaça de virar um “Hey Jude” a qualquer momento, é a grande responsável pela grande empatia do público – porque a letra, convenhamos, não é grandes coisas (literalmente).

Sendo um viral espontâneo ou uma baita jogada de marketing fantasiada do mesmo, a situação mostra que nem sempre uma banda precisa disputar espaço com os “coloridos” nas rádios – ou se acotovelar pelos meios de comunicação já saturados – para conseguir destaque na mídia. É só focar para aparecer no lugar certo (que, nesse caso, é aquele PC em cima daquela antiga mesa de costura da vó, e que agora é usada como escrivaninha).

maio 26, 2011 at 11:36 pm 4 comentários

Ainda restará esperança na segunda.

Estava cansado, havia saído da balada e era quase dia. E esse passou a ser o problema. Os metrôs só abriam daqui há quase uma hora, meu dinheiro tinha ido todo embora entre shots de tequila e long necks. Me sobrava o ticket do metrô e alguns cigarros. peguei um, e enquanto procurava meu isqueiro, parei próximo a um mendigo que se encostava na parede de um prédio, joguei um cigarro e disse bom dia. Ele me olhou de forma desacreditada, primeiro me senti mal por dar um bom dia para um mendigo, o que ele pensaria? “Meu dia vai ser ótimo, playboy, igual o seu dormindo numa caminha confortável que nem a sua, babaca!”. Seria pior isso que ignorá-lo como fazem todos os outros que passam por ali? Ele agarrou o cigarro e devolveu um bom dia, com cara de desconfiança. Cansado de especular sobre o que ele pensava, resolvi puxar assunto:

– Pode pegar, é um cigarro normal, cara… e tá aqui o isqueiro. – Disse atirando o para ele.

Ele sorriu com os poucos dentes que lhe sobravam.

– Sabe como é, não é normal me darem algo mesmo quando eu peço, imagina sem pedir.

Era a mais pura verdade e quis saber mais.

– O bom dia também surpreende?

– Menos que o cigarro. Algumas pessoas as vezes passam e dizem bom dia, mas sempre sem olhar e tão rápidas que mal conseguem ouvir a resposta. Na verdade acho que deve fazer bem pra elas dar bom dia a um mendigo, devem se sentir melhor, mas pra mim não é muito diferente das que só passam.

– Como você veio parar aqui?

– Na Paulista? Tem muito judeu aqui, eles sempre dão esmolas.

Fiquei impressionado, será que um mendigo sabe diferenciar os judeus dos outros? Pelas feições? Seria algo empírico?

– Na verdade perguntei nas ruas, como você veio parar nas ruas? Mas confesso que fiquei curioso sobre como você sabe dos judeus…

– Eu já tive algo em comum com eles, mas quando perdi, acabei aqui.

– Dinheiro?

– Crença em Deus. Mas é engraçado, porque na maioria dos casos, dá na mesma. Dinheiro, Deus… um colocam no bolso, outro no altar, mas no final todo mundo que passa por aqui vive pelos dois.

– O que aconteceu?

– Olha moço, eu não quero parecer mal educado. Acredite, eu lembro de todos os dias de como tudo deu errado e acabei aqui, mas não gosto de dizer em voz alta. Nem todo mendigo quer desabafar.

– Desculpe…

– Não, não precisa se desculpar… mas se tenho algo a dizer, é que as vezes acontece tudo errado, e do mesmo jeito que acaba dinheiro, também acaba a crença em Deus, nas pessoas, e junto com ela acaba o sentido pra vida. Todos acham que é a falta de dinheiro que te faz chegar até aqui, mas não é. Quem tá aqui é quem não tem força pra levantar depois do coice, as vezes batem forte demais. E você, sempre conversa com mendigos? – disse ele dando um sorriso camuflando as lagrimas que tentava conter.

– Só quando estou esperando meu metrô, e confesso, quando me sinto seguro como agora. Eu já lhe dei tudo que eu podia dar. Não tenho mais dinheiro e só me sobraram esses cigarros.

– E atenção, deu atenção também… Acho que sua noite deve ter sido daquelas hein, gastou tudo?

– E mais um pouco, mas valeu a pena, foi uma boa noite!

– E eu acabei de ter uma boa manhã, obrigado pelo cigarro, talvez ajude a acabar com tudo isso mais rápido.

Pensei em dizer para ele não pensar assim, mas quem era eu pra falar aquilo? Porque ele ouviria? Ainda não sei muita coisa sobre a força das pedradas da vida. Só me despedi e fui rumo ao metrô recém aberto. Não posso dizer que fiquei feliz pelo papo com o homem, muito pelo contrário. Mas com certeza não vou reclamar da vida quando a ressaca de domingo chegar. Ainda restará esperança na segunda.

maio 11, 2011 at 6:18 am 6 comentários

Blasfêmia comemorativa de Páscoa.

Dezembro do ano 0. A coisa tava feia pro lado de José. O casamento ia mal. A mulher Maria aparecia com uma gravidez indesejada, e ainda pior, mal explicada, que ela alegava ter origem divina. Tanto alarde por uma gravidez incomodou o pessoal de Roma, que essa época já tinha dominado a Europa, Ásia e mais 24 territórios a sua escolha. A vizinhança já começava a comentar e então a família Cristo resolveu picar a mula dali, e ir até onde os domínios dos romanos não se aplicavam. Destino: América do Sul, mais especificamente na região Norte do Brasil, estado do Pará, na sua capital, Belém.

Acontece que em Roma já tinham ficando sabendo da fuga da família Cristo para terras longínquas. Rômulo e Remo, os irmãos e fundadores da cidade de Roma, recebem um esporro homérico de sua mãe, a Dona Loba, por terem deixado a família fugir. É então que a Loba resolve ir pessoalmente ir atrás dos fujões e acabar de vez com aquela patifaria.

É então que entram os três reis magros na história toda. Por um motivo não revelado (há quem diga que algum deles tinha culpa no cartório por essa gravidez), as três majestades subnutridas resolvem ir atrás da família Cristo e os proteger da ferocidade da Loba que partiu em sua busca. Para isso, carregavam com eles alguns presentes para o rebento que estava por vir.

Como não sabiam se ia ser um menino ou uma menina, visto a inexistência de ultrassonografia na época, os reis resolveram levar as tintas, rosa e azul, além de madeira, tijolos e palha para a construção do quarto do bebê. E como eram magros, ao contrário da Loba gorda, tiveram vantagem na correria para chegar primeiro a Belém.

Lá chegando eles encontraram o recém nascido JC, e começaram os preparativos para construção do quarto do bebê. Mas foi bem nessa hora que a loba também pintou no pedaço. E a batalha foi sinistra! O primeiro rei chegou atirando todas as palhas tentando tirar a visão da loba, mas ela foi muito ligeira e conseguiu desviar. O segundo rei, munido de um pedaço de pau travou uma briga com a loba, e foi durante esse embate que o terceiro rei, muito esperto, acertou em cheio uma tijolada na cabeça da loba. Não foi dessa vez! A loba se deu mal, e o jovem JC cresceu forte e foi feliz para sempre. Quer dizer, para sempre não, mas por pelo menos mais 33 anos.

abril 20, 2011 at 6:31 am 2 comentários

Livre no imenso mar ou preso em uma cela? Só depende dela.

Eu podia contar como a conheci ela – ela saindo do mar de biquíni branco enquanto eu, na areia, observava o horizonte – mas não foi assim, longe disso. Bem verdade eu nem me lembro muito bem de como foi. Eu havia recém chegado naquele ônibus que faz a cansativa viagem de ida e volta pra Uberaba e assim que minha amiga, que havia me levado, terminou de me apresentar as pessoas, a garota me chamou. Perguntou de onde eu vinha, ou coisa parecida. Só me lembro que contava a mesma história de sempre, como foi ter vivido em Floripa, quão difícil tem sido ter de saído de lá e enquanto isso, já menos perdido, percebia quão bonita era aquela garota. “É, ela realmente é linda” – disse minha amiga – mas não era só isso. Ela tinha um charme diferente de todas que já conheci desde que voltei a morar aqui.

Posso até não me lembrar muito bem de como a conheci, mas lembro exatamente de como ela me ganhou. Foi alguns dias depois, eu havia acabado de descer do famigerado ônibus, ela já havia saído. Nos olhamos e ela abriu um sorriso e eu, maravilhado, mal consegui retribuir. Ao voltar do transe, só pensava em uma coisa: tinha de conhecer aquela garota.

Você gosta de menina quietinha assim, né? ela é bem quietinha – comentou a mesma amiga. Me conhecendo bem, sei que não tem nada a ver com quietude. Ela parecia bem inteligente, era extremamente educada e muito fofa (e recentemente descobri que não é tão certinha quanto parecia – ótimo!), mas era justamente todo o resto que eu não sabia sobre ela que me instigava. Era o jeito dela: uma auto-suficiência declarada em sua postura, mas que ao mesmo tempo, não te deixa pensar em outra coisa que não acariciá-la o tempo todo.

É fato, ela mexe com minha imaginação. Não raro me pego pensando como seria um domingo de sol na sua companhia, ao som do Mayer Hawthorne tomando uma cerveja no Horizonte Perdido. Ou segurando aquela vontade enorme de cutucá-la pra mostrar aquela música que eu tanto gosto quando o dj shuffle resolve me presentear. Entre papos rápidos e poucas informações trocadas naqueles breves momentos em que os fones se distanciavam dos seus ouvidos, veio a pior notícia: ela tem namorado. Sinceramente e não por conveniência, digo que ela não me parece muito feliz. Mas o fato é esse e não cabe argumentação.

O que me resta? Já dizia o grande Chico, confessando que no inicio fazia música pra pegar mulher, mas hoje em dia inventa paixões pra fazer música. Me agarro então ao que me serve, uma musa. Mesmo que ela não venha, que venham devaneios e sonhos para amenizar o tempo de viagem, que venha um bom motivo voltar a fazer poesia, quem sabe? Seria apenas um exagero de quem busca inspiração? O que eu mais quero é uma oportunidade para responder essas perguntas, mas por hora, não posso fazer mais do que agradecer pela inspiração e o sorriso.

PS: O nome dela está no título. Fácil, fácil. =P

PS2: EU NÃO ESTOU APAIXONADO! Pra quem não entendeu, esse blog é um lugar onde eu escrevo coisas, que por mais que sejam baseadas na minha vida, são textos literários. Cheios de hipérboles, exageros e bem floreados para que fiquem mais interessante. A menina realmente me chamou muito a atenção, mas eu mal a conheço (ainda, espero).

abril 8, 2011 at 4:58 am 6 comentários

Juro que não escrevi isso sob efeito de fluoxetina.

Sinceramente? Ser otimista dá um trabalho do caramba. Não que seja difícil, só é mais trabalhoso. Tive uma idéia há uns dias, criar um blog pra agregar notícias sobre políticos que fizeram coisas bacanas. Tem o discurso da deputada Cidinha Campos, que tá rolando na web desde o ano passado, mas bacana mesmo foi o deputado federal José Antonio Reguffe que abriu mão de um monte de benefícios em caráter irrevogável. Eu tive que googlar para achar o nome dos deputados dessas duas noticiais, sabe porque? Porque coisa legal passa batida. Pelo menos no geral, é o que acontece hoje em dia. Já o tal Bolsonaro, que eu só fui saber quem era no inicio da semana, depois de ter falado um monte de absurdos eu não esqueço mais. A ênfase na reclamação e na parte ruim é enorme, incomparável. Não que não seja importante repreender, recriminar e fazer com que opinião pública caia em cima do cara quando ele manda mal, mas acho tão importante quanto, exaltar quando o cara manda bem.

Todo mundo reclama! “O ser humano está destruindo o planeta!”, “Todo o dinheiro das ligações do Big Brother dava pra construir milhares de casas populares”, “Tá tudo um caos #2012″. O pessimismo impera! Mas achar noticia boa dá trabalho, tem que garimpar. A geração atual, os Millenials (os pessimistas vão pensar no Restart), tá vindo com informação e disposição pra mudar tudo isso pra melhor. Eles são preocupados ecologicamente, e quem não anda na linha como o tal Bolsonaro, é execrado worldwide em questão de horas. Só falta começar a espalhar bons exemplos e boas notícias com a mesma rapidez, e estamos salvos. Organizar boicotes, saber não só em quem não votar mas também em quem seria uma boa votar. Além da crítica, mostrar um caminho. Não é tão fácil quanto criticar, mas tenho certeza que quando essa parte boa começar a se propagar, vai ser tão gostoso quanto assistir o pilão do Zanguieff Kid no “bullynador”.

Como ferramentas temos as redes sociais. “Ah mas é muita informação, o mundo vai explodir em informação”, lá vem o samba enredo dos Acadêmicos do Fim do Mundo. Bobagem! O homem vai se adaptar, sempre se adaptou! As pessoas vão criar seus próprios filtros. Gosta mesmo é de ver .ppt com gatinho espreguiçando? vai ver gatinhos de todas as raças! Quer saber de futebol? Vai acompanhar até o campeonato turco. O que me motivou a escrever esse post não foi criticar quem usa o twitter pra mandar indireta pro ex, tirar foto de comida, reclamar e ver gatinho espreguiçando. Foi uma tentativa de vender a idéia o otimismo, ou melhor, do “não pessimismo”. Vamos lá galere! Twitta uma banda boa ao invés de meter o pau no clipe novo do Jota Quest, ou melhor, faça os dois! Imagina só, para cada reclamação, um elogio também. Eu acredito que as coisas vão melhorar bastante quando ser otimista deixar de ser tão difícil.

abril 1, 2011 at 2:00 am 7 comentários

Alface, tomate, Marlboro e uns tapinhas.

Ele acordou. Ela olhava pra ele com os olhos entreabertos de quem se recusa a acordar. Ele sorriu e a tensão na testa dela desapareceu, sorriu de volta. Seus olhos passaram sobre o corpo dela enrolado no lençol, era a explicação daquele friozinho nas costas que o acordou. Se esticou tentando começar um beijo, mas ela recuou.

– Não! Nem escovei os dentes ainda!

– Para com isso… prefiro esse gosto do que o gosto do cigarro…

– Não acredito que você vai começar a implicar com o meu cigarro! Você me conhece, eu sou ansiosa e…

– Shhhhh! Calma, calma! Não to implicando com nada! Olha aqui! –  foi para o lado dela e deslizou a mão sobre suas costas –  Eu juro! com a mão sobre sua bunda, que para a mim é uma coisa sagrada, que não to reclamando de nada. Te conheci assim, não quero te mudar.

Ela riu e o stress, a vontade de reclamar da sua ansiedade, da sua chefe e da correria sumiram na hora. Era isso que ela mais gostava nele: os elogios lascivos, a vontade de beijar de manhã e o fato dele aceitá-la assim como a encontrou.

–  Mas você também não me venha reclamar da minha barriga hein? também me conheceu assim.

Ela olhou pra barriga dele, nunca tinha se incomodado com aquilo, mas sabia que ele sim. No máximo provocava ele quando ficava saliente demais em alguma camiseta, e não ia perder a chance de provocar agora.

–  Eu nem vou reclamar de nada, mas quero o DNA quando esse bebê ai nascer! Acho que não é meu não, hein?

–  Cretina! –  Ele disse rindo –  Não vai ser agora no inverno que eu vou acabar com ela, quando o calor chegar eu penso nisso.

Os dois olham para o teto, ele pensou em se levantar.

–  Você acha mesmo que eu tenho gosto de cigarro? –  disse ela voltando ao assunto anterior, típico de quando ouvia algo que não gostava.

–  Olha, eu gosto do seu gosto, e não tem nada a ver com o do cigarro… aliás, é impossível ter, só se você fizer como aquela mulher daquele vídeo bizarro que o Eduardo mandou, é errado fumar por ali…

–  Pára seu nojento! Não é disso que eu to falando! To falando dos meus lábios!

–  Eu Tambééém! – disse alto, rindo!

–  Tá bom, reformulando a pergunta: você acha que meus beijos tem gosto de cigarro, seu tarado?

–  Ah, ai tenho que confessar que eles são levemente defumados sim… não ia reclamar se tivessem mais gosto de Marcela e menos de Marlboro.

Ela fez aquela cara de desanimo, torceu lábio e puxou o travesseiro. Ele fez um carinho no rosto dela, tirando o cabelo de cima dos olhos e perguntou:

–  Quantos cigarros voce fuma por dia?

–  uns 8 normalmente, mas bem mais na TPM…

–  Eu tenho q perder uns 5 quilos… vamos fazer assim… uma aposta, ou trato, whatever. Cada quilo que eu perder, você reduz um cigarro. Se tudo der certo, eu perco minha barriga e você fica bem mais gostosa, literalmente.

–  Mas na TPM…

–  Na TPM você fuma quantos quiser! Aliás, se ajudar, na TPM eu fumo também!

–  Tá bom! Vamos ali no banheiro fazer sua pesagem então! Ô Anderson Silva depois da feijoada!

–  Rola banho junto depois? Bora! – Disse imitando a voz fina do lutador e pulando prontamente da cama.

–  Banho? Tá me chamando de fedida agora é?

–  Hnnn, tá cheirosa não hein?! – disse ele fazendo careta.

Ela virou o rosto. Ele lhe acertou um tapinha na bunda.

–  Isso porque você diz que ela é sagrada, né?

–  Considere isso uma oração.

E foram rindo e trocando provocações até o banheiro.

Ela, estava apaixonada por como ele a ajudava a tornar uma pessoa melhor, mas sem lhe exigir isso hora alguma. E também pelo seu olhar de desejo o tempo todo.

Ele, apaixonado pela sua beleza, sua sagacidade e feliz pelo fato de ter enfim uma bela motivação para perder aquela barriga. Afinal, brócolis, alface e tomate tinham um gosto bem melhor que Marlboro.

março 19, 2011 at 3:23 pm Deixe um comentário

Fast and Funny V

Ele era um estagiário sincero e tinha um chefe relapso, até que um dia…

Chefe: Alguém ligou hoje cedo?

Estagiário: Ninguém ligou, fiquei aqui desde as 9 e meia e ninguém ligou,

Chefe: 9 e meia? seu horário não é as 8?

Estagiário: É sim, mas eu chego as 9 e meia.

Chefe: Todo dia?

Estagiário: Uhum…

Chefe: Mas por que?

Estagiário: Não gosto de ficar sozinho aqui.

Chefe: e os seus colegas?

Estagiarío: Então…

agosto 18, 2010 at 8:48 pm 3 comentários

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Blogueiro Amador

Bruno "Minero" de Ávila é um entusiasta do amadorismo em geral.
Começa agora como blogueiro amador, e cria este blog para escrever sobre os inumeros assuntos dos quais tem alguma opinião porém nenhum background e/ou propriedade para faze-lo.
Acredita ser sociologo amador, comediante amador, publicitário amador, psicologo amador, técnico amador de futebol (que é diferente de técnico de futebol amador), empreendedor amador e planeja um dia correr a são silvestre no pelotão geral.

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